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terça-feira, 13 de março de 2012

CURSINHO LOGOS VESTIBULARES QUARTO ANO CONSECUTIVO.



CURSINHO LOGOS VESTIBULARES QUARTO ANO CONSECUTIVO.

NESTA QUARTA TEMPORADA O LOGOS CONTA COM APOIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ANTÔNIO MARTINS, NA PESSOA DO DR. EDMILSON FERNANDES DE AMORIM.

Desde seu inicio em 2009 o Logos vem contribuindo muito para a aprovação de alunos dos municípios de: Antônio Martins e circunvizinhos nos vestibulares do Rio Grande do Norte e demais estados, aprovando alunos em cursos como Odontologia, Direito, Geografia, Biologia, Ciências Contábeis, Pedagogia, Matemática, Enfermagem, Educação Física, Administração, História, Fisioterapia, Filosofia, Petróleo e Gás ,Agronomia, Ciência e Tecnologia entre outros .

Mensalidades gratuitas para todos os Antônio-martinenses. 

A Coordenação do Logos ressalva que a prefeitura municipal continua franqueando 100% às mensalidades daqueles filhos da terra, somente precisam deslocar-se até sua sede para adquirirem sua autorização de matrícula. 

As matrículas franqueadas pelo poder público estarão abertas desde o dia 23 de fevereiro de 2012 na prefeitura municipal de Antônio Martins, durante o turno da tarde, esta sendo cobrado no ato da matrícula um valor simbólico de 10 Reais para aquisição de uma central de ventilação, que será instalada no prédio onde funciona o Logos, para o melhor conforto dos seus alunos.

A coordenação do Logos ressalva ainda que os alunos de outras cidades que tiverem o desejo de se inscreverem para o ano letivo, favor procurar a Direção do mesmo, nas pessoas de Higo Thayrone ou Luan Alendes. Estas inscrições continuam com o valor mensal de 50 reais.

- Início das aulas, AMANHÃ dia 14 de março de 2012 nos turnos manhã e noite. 

- Manhã: Das 08h00min as 11h00min. 

- Noite: Das 18h00min as 22h00min. 

- Contatos : 9666 – 5254 ou 9951 - 1293

Matricule-se já, Garanta sua vaga e seja mais um aprovado no vestibular, afinal: 

“QUEM TEM QUALIDADE MOSTRA RESULTADO ” 

FOTOS: 
Blog do Zé Neto


APOIO: 

PREFEITURA MUNICIPAL DE ANTÔNIO MARTINS 

PREFEITO EDMILSON FERNANDES DE AMORIM


A Midiocracia Mossoroense.


Caros colegas, tivemos na semana passada a eleição para o DCE da UERN. Como todos sabem, há mais de uma década, o chamado, Diretório Central dos Estudantes é controlado por um grupo que em nada representa os verdadeiros interesses dos estudantes da UERN. Temos uma universidade que há muito tempo vem sofrendo devido a uma má gestão que também parece não ter fim, não bastasse, esses “donos da bola” se fixaram de forma mais do que duvidosa dentro daquela instituição. Hoje, já não existe mais representação estudantil, mas sim representação dos interesses de um partido (s), e o pior é que eles agem naturalmente, sem nenhum pudor, não precisam esconder seus rostos, estão lá, quem não os vê?

Dentro de todo esse contexto, temos que ressaltar o papel da Midiocracia Mossoroense. Essa, sem duvida, contribuiu de forma “generosa” para que as forças que dominam e que se aproveitam do nosso DCE há anos, continuassem lá, sentados em seus tronos, tirando de nós, estudantes de verdade, os direitos que nos são garantidos. Nobre companheiro, só cego não viu, e se não viu escutou, e se não escutou sentiu. A mídia Mossoroense nada faz em prol dos estudantes dessa cidade, isso é certo. Outro dia, ouvi um comentário de um jovem “jornalista” Mossoroense, fazendo uma estupida reflexão sobre a suposta greve dos motoristas de ônibus da nossa cidade, e nesse comentário o “mamulengo” de uma TV local dizia: “se os ônibus pararem, não tem problema, ninguém mais usa ônibus em Mossoró”. Meu amigo, em que mundo você vive? NÓS, estudantes, trabalhadores e muitos cidadãos de bem, dependem exclusivamente do transporte coletivo municipal. Só você, que do alto de sua “bossa”, cercado de regalias advindas de sabe-se lá de onde, é que não precisa de ônibus, estupidez e ignorância deveria ser o nome de sua coluna jornalística.

Agora, temos que assistir, abestalhados, um cara que se diz estudante da UERN, que se diz capaz de representar os estudantes, que se diz conhecedor dos problemas dos estudantes de verdade, ir até uma TV local expor mentiras e mais mentiras a respeito das eleições, e fala de sua vitória. Vitoria? Aonde?
Afinal, que Mídia é essa? Quem está por trás dela? Porque eles agem assim? Quais interesses?

Porque esses midiocratas, nos taxaram de bandidos quando nós estávamos exercendo nossos direitos de manifestação e de livre expressão? Cá pra nós, quem são os bandidos mesmo? Nós, quando saímos às ruas protestando contra as más condições da nossa universidade, ou vocês, Mídiocracia Mossoroense, que abrem espaço para pessoas que, nós sabemos, só estão interessados em sugar ainda mais o pouco de vida ou de esperança por “dias melhores” que existe dentro da UERN?

Apesar de tudo, vou lembrar a vocês.O COMEM VIVE! NÓS NÃO MORREMOS, PERDEMOS ESSA ELEIÇÃO, MAS NÃO NOS TIRARAM A VIDA.  E ENQUANTO HOUVER UM DE NÓS RESPIRANDO, HAVERÁ OPOSIÇÃO DE VERDADE, HAVERÁ MOBILIZAÇÃO.

...E MIDIOCRACIA, se vocês se dizem independentes, transparentes, imparciais, puros, Porque não nos dão espaço também?

O que lhes falta é honra!

José Borges Neto – Acadêmico do curso de História da UERN

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fim da linha para Ricardo Teixeira

Uma carta sucinta, com apenas oito frases, encerrou nesta segunda-feira 12 o reinado de 23 anos de Ricardo Teixeira na entidade máxima do futebol nacional.

Menos de uma semana após anunciar seu afastamento da CBF, a Confederação Brasileira de Futebol, alegando motivos de saúde, o cartola divulgou uma carta comunicando sua renúncia. Sem apoio no governo federal, e a pouco mais de dois anos para a Copa de 2014, ele não suportou a pressão diante das suspeitas de ter se beneficiado do cargo para enriquecer e deixou o comando do futebol. Teixeira, além de presidir a CBF, estava à frente também do Comitê Organizador Local, o COL, órgão responsável por gerenciar a organização do Mundial.

Ricardo Teixeira, agora ex-presidente da CBF. Foto: Jorge Adorno/Reuters/Latinstock
A renúncia acontece no momento de tensão entre a Fifa, entidade máxima do futebol internacional, e a CBF (LEIA MAIS AQUI). Desafeto do presidente da Fifa, Joseph Blatter, Teixeira pretendia sair como candidato à presidência da entidade em 2015, logo após a Copa, mas era boicotado por Blatter desde a última eleição da Fifa, quando apoiou Mohammed Bin Hamman, do Catar.

Pesava ainda contra ele a suspeita de ter recebido suborno da ISL, empresa de marketing que controlava direitos de imagem das Copas do Mundo nos anos 1990. O resultado da investigação é mantido em sigilo na Suíça, sede da entidade – mas quem acompanha o escândalo garante que seu teor poderia vir a público a qualquer momento, com a ajuda de Blatter. A exposição deixaria Teixeira sem condições de comandar a CBF e o COL às vésperas do megaevento no Brasil.

Em fevereiro, Teixeira foi citado em outro escândalo: o de ter sido beneficiado com dinheiro público que bancou um amistoso supostamente superfaturado entre Brasil e Portugal, no Distrito Federal.

A empresa organizadora da partida, a Ailanto Marketing, foi contratada sem licitação pelo governo local – administrado por José Roberto Arruda, preso e investigado no chamado “Mensalão do DEM”.

Em reportagem recente, a Folha de S.Paulo mostrou os elos entre o cartola e a empresa, que pertence ao espanhol Sandro Rosell, presidente do Barcelona, ex-diretor de marketing da Nike no Brasil e padrinho de casamento de Teixeira. O agora ex-manda-chuva da CBF é acusado de ter recebido dinheiro da Ailanto após o amistoso.

A má notícia para os torcedores brasileiros é que o substituto de Teixeira será o ex-governador paulista José Maria Marin – que, em 25 de janeiro deste ano, foi flagrado embolsando uma medalha em meio à premiação dos campeões da Copa São Paulo de juniores.

Em sua carta de despedida, Texeira escreveu: “Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nossos pais e associado a duas imagens: Talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização. Fiz nesses anos o que estava ao meu alcance, sacrificando a saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias. Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido.”

Definição politica em Antônio Martins.

 Prefeito Edmilson Fernandes na reunião
 que definiu o nome de seu vice - Foto: Folha Regional.


O Prefeito de Antonio Martins, Edmilson Fernandes (PMDB) começa a trabalhar com vista nas eleições de Outubro.
Para consolidar seu nome politicamente, o prefeito fechou na tarde desse domingo (11/03), com o enfermeiro Francisco Roberto, conhecido por Pitìca de ciriaco, para compor a chapa que irá disputar a reeleição este ano.

Para Edmilson, o nome de Pitíca é importante porque tem toda uma historia política na cidade de Antonio Martins.

“A família Ciriaco teve mais de seis mandatos de vereadores e foi duas vezes vice-prefeito, por isso a importância desta composição”. Disse o prefeito Edmilson Fernandes.

O vereador Biô, presidente da câmara municipal,disse que este é um momento importante, pois, reforça o sistema político governista no município. "Com esta composição estamos prontos para enfrentar as próximas eleições" Disse o Vereador Biô.

Participaram do encontro o vereador Biô, o vereador Novo de Ciriaco, o prefeito Edmilson Fernandes, Pitíca de ciriaco e Agripino de Manu.
Com esta composição, conclui-se que a chapa, Edmilson prefeito e Pitica Vice-prefeito, após ser definido nesta reunião, reforça muito o nome do prefeito na busca de sua reeleição.

FONTE: Folha Regional ( http://blogdafolharegional.blogspot.com/2012/03/antonio-martins-prefeito-edmilson.html )

domingo, 11 de março de 2012

Senadores do RN seus "fantasmas"


Uma matéria publicada no jornal "O Globo" sobre funcionários fantasmas em gabinetes de políticos traz denúncias contra os senadores José Agripino (DEM) e Paulo Davim (PV). Segundo a notícia, o presidente do Democratas emprega em seu gabinete a estudante de medicina Gleika de Araújo Maia com um salário de R$ 4 mil, mas a mulher não trabalha no local, pois realiza um estágio na Espanha desde agosto de 2011.

Gleika Maia é sobrinha do deputado João Maia (PR) e do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, demitido por manter escondidos os atos de nomeações e benefícios de pessoas protegidas pelos senadores. O jornal afirma que depois de ser procurado pela reportagem, Agripino demitiu a funcionária

Ainda de acordo com a informações apuradas pelo "O Globo", o senador Paulo Davim paga R$ 8,1 mil para a cardiologista Carla Karini de Andrade Costa, sua sócia em uma clínica aqui no Estado. Segundo dados do Ministério da Saúde, ela cumpre 50 horas semanais de trabalho no exercício da Medicina. A assessoria de Davim sustenta que 80% dos pronunciamentos do senador na tribuna do plenário versam sobre saúde. E ela seria a consultora técnica.

* Fonte: O Globo

Os donos do jogo.




sábado, 10 de março de 2012

Caiu a cabana do “pai Demóstenes”


Demóstenes Torres trocou quase 300 telefonemas com Cachoeira. Foto: José Cruz/ABr
Ao longo de nove anos no Congresso Nacional, o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, notabilizou-se por não dar trégua à corrupção. Nem aos corruptos. Nem aos amigos dos corruptos. Nem aos amigos dos amigos dos corruptos. Ex-promotor de Justiça, ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, Torres sempre se mostrou inflexível com o crime. Dele, portanto, não se esperava outra coisa senão distância de criminosos e corruptos.Mas a força desse mito desmoronou em 29 de fevereiro passado, quando aconteceu a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Naquele dia, a PF desmontou uma quadrilha que atuava no ramo ilegal da jogatina e prendeu, em Goiânia, o famoso bicheiro Carlos Augusto Ramos. Apelidado de Carlinhos Cachoeira, o contraventor, quem diria, é um amigão do senador linha-dura.

Entre fevereiro e agosto de 2011, Torres e Cachoeira trocaram nada menos que 298 telefonemas, segundo interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça. No inquérito aberto pelo Ministério Público Federal, é possível observar que a dupla conversou, no período, mais de uma vez por dia, inclusive nos fins de semana, mas ainda não foi revelado o exato teor de tanta prosa. Por ser senador, Torres tem direito a foro privilegiado, e a investigação será encaminhada à Procuradoria-Geral da República. Caberá ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciar ou não o parlamentar do DEM por associação com o notório criminoso goiano.

Os sinais da amizade foram detectados não só pelo número de ligações entre o senador e o contraventor, mas pela singular generosidade de Carlinhos Cachoeira com o amigo parlamentar. Torres ganhou do amigo uma cozinha completa, com fogão e geladeira, no valor de 27 mil dólares (46,7 mil reais). O regalo foi importado dos Estados Unidos, não se sabe ainda se pelas vias oficiais. Outro a cair nas graças do bicheiro foi Geraldo Messias (PP), prefeito de Águas Lindas de Goiás, um dos municípios mais miseráveis da região do entorno do Distrito Federal. Messias ganhou uma viagem a Las Vegas, em maio de 2011, hotel e despesas incluídos.

Foi o próprio senador, graças a um corolário de desculpas esfarrapadas, quem revestiu a história de tragicomédia. Sobre a cozinha de luxo, explicou que a mulher com quem casou em 13 de julho do ano passado é, além de advogada, boa cozinheira. Por essa razão singela Cachoeira havia prometido um “bom presente”. Como promessa é dívida e o bicheiro parece ser um homem de palavra, a cozinha foi entregue sem atrasos.

Mas e as outras mais de 200 conversas telefônicas? O assunto, diz Torres, também era mulher, mas não a dele. O parlamentar garante ter gastado tanto tempo para contornar uma grave crise conjugal protagonizada pelo empresário Wilder Pedro de Morais, atual secretário de Infraestrutura de Goiás e seu primeiro suplente. De acordo com Torres, a mulher de Morais, Andressa, mudou-se de mala e cuia para a casa de Carlinhos Cachoeira. Essa traição foi suficiente para acionar o gatilho de um psicodrama capaz de obrigar o senador, por longos seis meses, a atuar de conselheiro amoroso na nobre tentativa de evitar uma tragédia passional.

Aparentemente por ter sido surpreendido pela ação da Polícia Federal e do Ministério Público, o senador foi obrigado a montar o álibi que até o momento só serviu para torná-lo alvo de piadas na internet. No Twitter e no Facebook, por exemplo, criou-se a figura do “Pai Demóstenes”, um curioso cartomante que “traz a pessoa amada de volta em 298 ligações”.
Mas nenhuma declaração do senador foi mais constrangedora do que a desculpa para justificar a aproximação com o bicheiro. “Pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”, declarou, após perceber que negar a amizade seria tecnicamente impossível. Para quem foi promotor, delegado e secretário de Segurança Pública, é no mínimo humilhante não saber que um amigo tão próximo estava no topo de uma rede de cassinos ilegais. E ao que parece, Cachoeira ainda dava pitaco nas nomeações de delegados de polícia de Goiás.

A história não deixa de trazer embutida uma ironia particularmente cruel à oposição fincada pelo DEM, em parceria com o PSDB, no Congresso Nacional. Isso porque o bicheiro foi o pivô do primeiro escândalo do governo Lula, em 2004. Na época, Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil comandada por José Dirceu, apareceu numa gravação de 2002, quando presidia a Loteria Estadual do Rio de Janeiro, em um escancarado achaque ao contraventor. A crise instalou-se no governo e o Congresso acabou por editar uma Medida Provisória para acabar com os bingos e as máquinas de caça-níquel em todo o País. No início de março deste ano, Diniz foi condenado por corrupção a 12 anos de reclusão.

Cachoeira foi preso agora, em compa-nhia de outros 34 suspeitos, sob a acusação de explorar as mesmas máquinas caça-níqueis e por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a ordem expedida pela Justiça Federal, a ação da PF se deu assim: “a partir do monitoramento do terminal utilizado por Carlos Cachoeira, foram identificados laços estreitos com políticos e empresários. Além disso, descobriu-se a influência de Carlos Cachoeira na nomeação de dezenas de pessoas para ocupar funções públicas no estado de Goiás”.

A prisão do contraventor coincidiu com sua condenação no mesmo processo de Diniz. A juíza Maria Tereza Donatti, da 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, o sentenciou a oito anos de cadeia pelos crimes de corrupção passiva e contra a Lei de Licitações. Não fosse pela infeliz coincidência de ver sua estranha amizade revelada ao público, Torres teria sido o primeiro, sem dúvida, a subir à tribuna do Senado para louvar mais uma vitória da Justiça contra a corrupção. Agora, apesar dos afagos dos colegas senadores, corre o risco de sofrer um processo por quebra de decoro.

Prefeitos querem convocação de Assembleia Constituinte



O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirmou ontem, durante o evento "Diálogo Municipalista", em Natal, que a CNM continuará firme na defesa de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Para ele, essa será a mais eficaz forma capaz de sanar distorções, sobretudo do ponto de vista tributário, que abalam as finanças das Prefeituras do país. Ziulkoski criticou o fato de o Congresso Nacional editar leis genéricas que acabam não atingindo os propósitos específicos das cidades brasileiras, em face das diversas peculiaridades de cada uma. "Essa é uma alternativa que nós temos porque o Congresso que existe faz mais de 100 anos não regulou até hoje a Federação da República, então é por isso que está essa situação anárquica que nós estamos vivendo. E quem está pagando caro são os municípios", assinalou.

Antes que se consolidem as reformas política, tributária, trabalhista e previdenciária, o presidente da CNM destacou como de suma importância a efetivação do Pacto Federativo, que distribuiria a arrecadação de tributos do país de maneira mais igualitária entre União, Estados e Municípios. Ele critica o valor de aproximadamente 60% do bolo tributário ter como destino os cofres da União. "Os municípios ficam com os gastos e a Governo Federal com as benesses", enfatizou. Durante o encontro, que contou com a participação de prefeitos de todo o Rio Grande do Norte, Ziulkoski, fez duras críticas também a maneira como os deputados e senadores voltam os olhos para as Prefeituras no Congresso Nacional. Para ele, a troca de gentilezas entre prefeitos e parlamentares não tem sido a ideal.

"Os deputados atuais e senadores foram eleitos democraticamente e legitimamente, só que politicamente eu não vejo no Congresso, pelo menos na maioria, condições objetivas e políticas de organizar a Federação. Isso que nós estamos vivendo é uma verdadeira anarquia. Brasília escreve, faz leis, e acha que fazendo leis tudo está muito bem. Só que Brasília tem uma realidade, o Rio Grande do Norte tem outra, o meu Estado Rio Grande do Sul tem outra diferente daquilo que eles estão escrevendo", declarou.

Durante o evento ocorrido em Natal, Ziulkoski apresentou aos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais um panorama das finanças municipais potiguares, incluindo o comportamento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O principal alvo de críticas dos presentes foi a implantação da lei do piso dos professores. O presidente da CNM afirmou que o documento é "irreal" do ponto de vista prático, disse que não cabe nas finanças das Prefeituras.

Ministro sinaliza com possibilidade de compensações

Na passagem por Natal, onde cumpriu agenda administrativa entregando 74 ônibus escolares nesta semana, o ministro da Educação Aloysio Mercadante sinalizou que o Governo Federal poderá fazer compensação para ressarcir os municípios da queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, que este mês deverá alcançar 36% de redução comparado com o mês anterior. Ele lembrou que ajuda semelhante a essa foi feita ainda na gestão do presidente Lula.

"No passado recente, em um momento de crise, com queda forte, o Governo assegurou, fez a reposição e os prefeitos não perderam no período de um ano", comentou. O ministro disse que antes de definir como será feita a compensação, é preciso analisar se essa queda do FPM é sazonal.

"Tivemos umas férias coletivas na indústria de caminhão e ônibus em janeiro, que é fator determinante, se é sazonal tende a se recuperar e não teremos dificuldade. Se é uma tendência profunda, tem que haver processo de negociação", comentou o ministro, acrescentando que a condução da negociação com os prefeitos será feita pela própria presidente Dilma Rousseff.

Na última quinta-feira, durante evento com o ministro, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, Benes Leocádio, aproveitou para cobrar publicamente do Governo Federal contrapartida para que os municípios possam pagar o novo Piso Nacional do Professor, que é de R$ 1.450.

Nota do BLOG: O nosso município sabe muito bem dos problemas causados por essas reduções do FPM, mesmo assim, não podemos deixar de expressar que o nosso prefeito Dr. Edmilson Fernandes ( PMDB) já fez milagre durante esses anos. Agora é esperar pra ver se o governo Dilma toma alguma atitude em relação a esses cortes, ou se não, até que a ideia de uma nova constituinte não seria tão radical assim.


Fonte: Tribuna do Norte ( http://tribunadonorte.com.br/noticia/prefeitos-querem-convocacao-de-assembleia-constituinte/214497 )

Todos querem os socialistas - "Socialistas?"

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DILEMA
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ainda não decidiu se
o PSB irá apoiar o PT ou o PSDB na eleição à Prefeitura de São Paulo

Cortejado por PT e PSDB, o PSB de Eduardo Campos torna-se a bola da vez das eleições municipais e aumenta seu cacife


Afagar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, virou uma prática comum adotada por políticos dos mais variados matizes e colorações partidárias. O político nordestino assistiu, nas últimas semanas, à presidenta Dilma Rousseff nacionalizar o programa “Mãe Coruja”, vitrine de sua gestão estadual, se viu classificado pelos tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso como exemplo de administrador e, de quebra, ainda foi chamado publicamente de “meu líder” pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD). Os elogios, porém, não se devem aos olhos verdes de Eduardo Campos, mas estão relacionados à máquina partidária que comanda, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em uma estratégia pendular bem-sucedida, a sigla há tempos contorna a polarização da política brasileira, aliando-se tanto ao PT quanto ao PSDB, de acordo com o cenário mais favorável. Não à toa, a cada pleito elege cada vez mais candidatos. Possui, atualmente, seis governadores, 29 deputados federais, quatro senadores e mais de 300 prefeitos, um capital eleitoral que torna seu apoio cada vez mais cortejado pelas duas legendas em permanente batalha pelo Palácio do Planalto.

A facilidade com que os socialistas celebram alianças chama a atenção. Dos 23 Estados nos quais possui parlamentares nas assembleias, o PSB integra o bloco de sustentação de 19 governadores de diferentes siglas. São Paulo é um emblema desse comportamento. No plano municipal, o presidente do diretório da capital paulista, Eliseu Gabriel, ocupa a liderança do bloco PSD/PSB na Câmara dos Vereadores, base de sustentação do prefeito Gilberto Kassab, também composto por dissidentes do PSDB. Já o presidente da seção estadual, Márcio França, é secretário de Turismo do governador tucano Geraldo Alckmin. No plano nacional, a legenda é aliada do PT desde o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo Dilma Rousseff, controla o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria Especial de Portos.

Tamanho ecumenismo político, no entanto, promete ser colocado à prova na disputa entre PT e PSDB pelo Executivo paulistano. Os diretórios municipal e estadual do PSB, pressionados pela dupla Alckmin e Kassab, estavam inclinados a entrar na coligação tucana. Mas o movimento contraria as tratativas avançadas entre Eduardo Campos e o ex-presidente Lula em favor do candidato Fernando Haddad, do PT. E os socialistas reconhecem que qualquer decisão passará pelo crivo do presidente da legenda, Eduardo Campos. “O que é certo é que nossa posição nunca será contrária à do governador Eduardo”, declarou o presidente da seção estadual, Márcio França. Mas a tarefa de levar o PSB para a aliança de Haddad sem deixar sequelas não será nada fácil. Nos bastidores, uma liderança socialista paulista resume o clima de insatisfação com os petistas. “O PT cometeu grandes erros em São Paulo”, define. Os socialistas até agora não digeriram o fato de Dilma Rousseff não ter contemplado Márcio França com a Secretaria Especial de Portos por pressão da bancada estadual petista no começo do mandato, fato corrigido por Alckmin, que o acomodou na Secretaria de Turismo.

A divulgação de qualquer decisão do PSB, porém, tende a ser protelada. O partido sabe que é a bola da vez e vai valorizar seu passe: além da sua máquina municipal, possui cerca de um minuto e meio de exposição no horário eleitoral gratuito. Um enlace errado poderia comprometer apoios em outras localidades estratégicas para a legenda, como Curitiba e Belo Horizonte, onde os prefeitos socialistas Luciano Ducci e Márcio Lacerda tentarão a reeleição. Um passo equivocado também pode atrapalhar o projeto nacional de poder pavimentado para alçar Eduardo Campos à vaga de vice, numa chapa encabeçada por Aécio ou Dilma em 2014, ou até de candidato à Presidência da República. Como gostam de dizer os dirigentes socialistas, o governador de Pernambuco é jovem, tem 46 anos e tempo para esperar o melhor cenário, enquanto navega na crista da onda da política nacional.