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sexta-feira, 4 de maio de 2012

"A nova dança de Sérgio Cabral"

Por Edgard Catoira e Piero Locatelli


Cabral e Cavendish na festa de Paris: se o governador fluminense for convocado à CPI, terá que explicar o origem da verba da festa. Foto: Blog do Garotinho
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi filmado dançando funk na favela do Vigário Geral, zona norte do Rio, em janeiro de 2009. A cena era constrangedora: o político tentava imitar, sem sucesso, dançarinos do grupo Afroreggae que faziam uma coreografia.

No último fim de semana veio a público um vídeo do mesmo ano com outra dança do governador. Sérgio Cabral está abraçado com a primeira dama, Adriana Ancelmo, em um show do U2 em Paris.

O constrangimento no novo vídeo de Cabral não é mais a sua dança, agora discreta, mas a companhia de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta e acusado de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Os vídeos e imagens de Cabral na Europa foram todos divulgados desde o último fim de semana pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) em seu blog.

Há outros momentos vexatórios, como fotos que mostram o governador a dançar no meio de um restaurante e imagens de seus amigos com guardanapos pendurados na cabeça. Em outra foto, a primeira-dama mostra, com as amigas, sapatos de sola vermelha da caríssima marca Christian Louboutin.

De Paris à CPI?

Cavendish já havia declarado ter uma grande amizade com o governador. E Cabral também já fez o mesmo. Mas as imagens levam a relação a outro patamar.

Não é crime ser amigo de um empresário ou dançar em restaurantes europeus. Mas, se for à CPI, Cabral ainda terá que explicar como pagou suas viagens, os sapatos e os ingressos para o show do U2.

Com a divulgação dos vídeos, Cabral torna-se o terceiro governador a se complicar nos recentes escândalos de Cachoeira e da Delta, depois de Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal.

Deputados já pediram a convocação de ambos para a CPI de Cachoeira, mas os requerimentos ainda devem ser votados nos próximos dias. Os tucanos no Congresso já disseram que vão tentar levar Cabral à comissão.

Em seu blog, o deputado Garotinho usa um tom agressivo e diz ter mais a mostrar. “Tudo o que já mostrei e o que ainda vou revelar aqui no blog é aperitivo perto do que vou levar para a CPI”.

Garotinho, agora em tom de paladino da compostura, diz que vai pressionar para que haja uma investigação rigorosa, em Brasília. É preciso não esquecer que essa investigação deve passar, também, pelas ligações dele próprio, Garotinho, com Cavendish e seu séquito de amigos no poder. Mas, Garotinho mesmo, em texto postado neste dia 3 de maio em seu blog, afirma que “as relações promíscuas de Cabral com Fernando Cavendish, da Delta, são maiores do que as suspeitas e indícios que atingem os governadores Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF). Se pouparem Cabral de ir à CPI, não terão argumentos para convocar Marconi Perillo e Agnelo Queiroz. E se fizerem isso acabou a CPI e o Congresso Nacional estará desmoralizado.”


O pano de fundo: as eleições à prefeitura do Rio



Pai da candidata a vice-prefeita da chapa de Rodrigo Maia, o dep. Anthony Garotinho atira pedras na vidraça de Cabral. Foto: Agência Brasil
Garotinho é pai de Clarissa Garotinho, a futura candidata a vice-prefeita do Rio, na chapa encabeçada por Rodrigo, filho de Cesar Maia (DEM). Como político e pai, ele atira pedras no telhado do vizinho e não vai brincar em serviço na campanha que também tem Cabral (PMDB) apoiando a reeleição de Eduardo Paes, cujo secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, estava na festa de Paris.

Já Cabral optou pelo silêncio. Sua única aparição pública desde então ocorreu no palácio da Guanabara nesta quarta-feira 2, onde não falou sobe o assunto. Ao mesmo tempo, no Congresso Nacional, ocorria a seção da CPI mista que investiga o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Ele limitou-se a divulgar notas através de sua assessoria de imprensa nos últimos dias: “Nunca neguei minha amizade com o empresário Fernando Cavendish. Jamais imaginei e, muito menos tinha conhecimento, que a sua empresa fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro”, diz Cabral em uma das notas.

O ex-prefeito Cesar Maia, agora aliado de Garotinho – de quem foi grande inimigo – é reconhecido economista. Tem grande conhecimento em áreas de estatísticas e comunicação social. Mas, neste momento, está quieto. Também no seu ex-blog, enviado diariamente a seus assinantes, já famosos por conter textos informativos, só nesta terça 1º, ele, sem alarde, mas com ironia, postou números do governo:

2009 FOI O ANO DAS FOTOS E DA INTIMIDADE LÚDICA DE CABRAL COM A DELTA!

1. Contratos da Delta com o Governo do Estado do Rio:
2001 – R$ 47 milhões / 2002 – R$ 61,8 milhões / 2003 – R$ 15,1 milhões / 2004 – R$ 76,1 milhões / 2005 – R$ 142,8 milhões / 2006 – R$ 163,9 milhões / 2007 – R$ 67,2 milhões / 2008 – R$ 126,8 milhões / 2009 – R$ 243,4 milhões / 2010 – R$ 554,8 milhões / 2011 – R$ 358,5 milhões / 2012 – 138,4 milhões** Valor empenhado até 11 de abril.

Fernando Gabeira, do PV, também resolveu repercutir as denúncias de Garotinho. Ele não toma partido do deputado nem de Cabral, mas se vinga por ter perdido, em 2010, seu programa partidário, que foi tirado do ar pelo Tribunal Regional Eleitoral depois de ele ter comentado a amizade de Cabral com Cavendish. Ele sustenta que o centro real de suas denúncias era a “corrupção na Saúde, com Toesas e Locantys, botando para quebrar”.

Ele prossegue contando que, inexplicavelmente, a imprensa se calou. E, assim, o governo fingiu que não era com ele.

Gabeira afirma que os fatos, “durante a campanha e agora, em 2012, revelam que a corrupção na Saúde continuou”. E desabafa:

Sadala é o novo personagem da trama Cavendish-Cabral, aponta Fernando Gabeira. Foto: blog de Anthony Garotinho
“Sérgio Côrtes com a toalha na cabeça e sua mulher exibindo sapatos caros em Paris me indignam porque ele comanda a saúde no Rio. Um estado que convive alegremente com a corrupção na Saúde, enquanto os responsáveis pelo setor festejam em Paris, chegou a um ponto de degradação interna que só um grande movimento popular pode superar.”

Também nesta quarta, dia 2, ele posta mais um recado – para estressar mais ainda o meio político: conta quem é o personagem que estava na festa com Cabral e Cavendish. Diz que era “George Sadala, o homem que tem a concessão do Poupa Tempo, em Minas e no Rio”. Muita gente queria saber quem era o homem de copo na mão que posava perto das mulheres exibindo sapatos Christian Loboutin.

Gabeira conta que ele “é amigo de Cabral e também de Aécio Neves que foi seu padrinho de casamento”, e no qual o filho de Cabral foi pagem.

Sadala é dono de uma factory chamada Lavoro. Ela compra dividas que as empreteiras têm a receber do governo. Em seguida, ele recebe o dinheiro do governo.

Terminando esse texto, ele adverte, em tom de editor:

”Sadala é o novo personagem. Se a imprensa não se interessar por ele, tudo bem. Os fatos acabarão aparecendo e todo esse período será esclarecido um dia. Ele não aparece com um guardanapo branco branco na cabeça, entre secretários de estado, por acaso.”

Fonte: Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-danca-de-sergio-cabral/

quinta-feira, 3 de maio de 2012

GRANDE FINAL DO CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTSAL DE ANTÔNIO MARTINS/RN...

Esporte é vida.

 A grande final do CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTSAL DE ANTÔNIO MARTINS/RN – FCO AUGUSTO DA SILVA JUNIOR & FCO DAS CHAGAS DE LIMA FERREIRA, será nesse dia 05/05/2012 sábado a partir das 16:00horas no Ginásio Francisco Pedro Neto, no Alto da Ema.

Além dos jogos que decidirão quem serão as equipes campeãs, acontecerão homenagens e a participação especial da Banda Josefa Vianna.

Confiram os confrontos das finais:

SUB 13 – DOM DE DEUS X SAAE JUNIOR

ABERTO MASCULINO – SAAE X ALTO DA EMA


PREFEITURA MUNICIPAL DE ANTÔNIO MARTINS/RN

SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES E LAZER


Fonte: Secretário de Esportes e Lazer: Gildeval Mesquita

"Grandes amigas. Grandes ideias."


"Noites acompanhadas de lembrança"


Por: Cesar Amorim






"É noite de terça feira, 03 de fevereiro de 2009, uma daquelas noites que o sono se encontra viajando por lugares longínquos, o frio de um início de inverno nos trás a mente lembranças de um passado não muito distante, mas que parece uma eternidade, insegurança e ao mesmo tempo esperança quanto ao futuro, uma noite daquelas que sinto o famoso “banzo” (saudade da terra natal, de minha querida terrinha Antônio Martins) conhecido por todos que um dia passaram por uma república de estudantes.

Eis-me aqui, em uma situação daquelas que me falta inspiração para dormir. São nessas noites que me vêem com maior ímpeto a saudade de meu Pai, são nessas noites que a saudade se mistura com lagrimas e juntas caminham pelo infinito e profundo de minha memória, tomando forma ortográfica e escorrendo lentamente por esse teclado do notebook.

Em cada foto olhada, em cada trecho de suas poesias que leio passeia em minha lembrança as imagens daquela madrugada de 12 de dezembro de 1998, lembrança de cada rosto triste que ali estava torcendo por um milagre e, ao mesmo tempo preparando-se para se despedir daquele valente ser humano que ali já carregava 02 (dois) anos de quimioterapia intensa, dois tristes anos de tentativas e reações contra um câncer pulmonar que parecia estar prestes a alcançar seu objetivo, tragar o ultimo suspiro do meu herói.

Cada rosto presente naquela madrugada representava um pedaço daquela vida que lentamente se despedia, pessoas que conviveram na infância, outras que o acompanharam de perto em sua juventude poética, algumas que viveram e partilharam à maturidade de um homem que se entregou de corpo e alma a vida pública, sertanejos que viam partir naquele momento um servo leal da justiça e do bem comum, e o pior, sem poderem fazer absolutamente nada...

Viam ir-se embora um homem público que um dia representou seus anseios e petições, pessoas amigas que prestavam solidariedade, mas que também necessitavam solidariedade. Enfim, dentro de mim tudo se resume em uma só palavra: Lembrança...

No meio dessa viagem pelo intervalo de dez anos, surgem muitas interrogações, um infinito de “porquês” e “serás” tomam conta de minha pobre mente; O porquê dessa trajetória sem ele? O porquê de sua partida? Será que deu tempo cumprir sua missão? Será que pretendia chegar mais longe?Será que era o destino (Se é que o destino existe)? Etc, etc e tal... Interrogações que flutuam sobre mim como ondas caminham sobre o imenso, mágico e assombroso oceano. Interrogações que somente a eternidade vai tratar de responder...

“... Um dia a gente chega e no outro vai embora [...] Cada um de nós compõe sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz...” (Almir Sater)



Cesar Amorim – Estudante de Direito pela UERN/ Professor de História do Brasil
Direitos Reservados: Os textos podem ser reproduzidos, desde que citados o autor e a obra (Código Penal, art.184; Lei 9610/98, art. 5° VII).

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A falência múltipla dos órgãos públicos.


Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.

Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.

Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.

Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.

Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.

O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.

Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.

Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.

Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"

Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."

Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.

Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...

E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.

Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.

Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.

terça-feira, 1 de maio de 2012

“VEJA” O QUE VOCÊ FEZ

Por Cesar Amorim


Ernesto "Che" Guevara de La Serna, foi, sem dúvida o maior líder revolucionário de todos os tempos. Nascido na Argentina, mais precisamente na cidade de Rosário, no dia 14 de maio de 1928. Teve uma infância típica de um menino de classe média. Em Quatro de janeiro de 1952, laçou-se em uma aventura pela América Latina, com 23 anos e a dois anos de sua formatura como médico, quando voltou de sua viagem, juntamente com o amigo Alberto granado já estava decidido sobre o que seguiria periferia lutar pelos seus ideais, abandonando um conforto de uma família de classe média, em casa mencionou a frase "Já não sou mais o mesmo”, sua viajem pelo continente tinha mostrado-lhe a pobreza dos seus vizinhos.

Ao revoltar-se conta às mazelas que assolavam a o povo das Américas, é tomado por um sentimento de justiça social muito forte, conhece um jovem estudante de direito que se chamava Fidel Castro, juntos e com ideais parecidos armam uma revolução em cuba, essa dominada pelo imperialismo norte-americano. Seus objetivos são alcançados e a ilha sai do poder dos EUA, mas dia 9 de outubro de 1967 é assassinado covardemente por oficiais Bolivianos (patrocinado pela CIA), porém se a intenção do governo boliviano da época, juntamente com a ajuda dos norte-americanos, era matar o homem,o revolucionário,o idealista, eles podem até ter conseguido, mas em contrapartida eles criaram o mito que jamais será apagado dos anais da historia, o Che.

Hoje o nome de Che é símbolo de lutas, de resistência contra o imperialismo, é a ancora para os que têm esperança de alcançar uma sociedade menos desigual. Ele Deixa sua marca na frente dos protestos, no peito do rebelde, na esperança do amanhã, na vontade de quem não ousam Cercado, morto, enterrado. Ele se foi, mais seus feitos eternizaram-se.

Agora a revista Veja acaba de publicar uma sórdida matéria-de-capa para atingir a memória de Ernesto Che Guevara com mentiras e distorções, no momento em que se completam 40 anos de sua morte e ele recebe homenagens no mundo inteiro por seu idealismo e sacrifício. Isso nos deixa triste, porque a Veja é uma das revistas mais lidas de nosso país, porém vem perdendo sua credibilidade graças à forma como tenta manipular seus leitores, isso graças a interesses elitistas que a patrocinam para maquiar a realidade.

É importante lembrar que essa mesma Veja que trouxe agora a imagem de um Che, porco, com uma sede insaciável de sangue, um dos mais reles bandidos da história humana, e a mesma que em 1997 quase o santifica. É interessante como nesse texto da revista do mês passado, logo no inicio o escritor afirma categoricamente que Che era conhecido como porco, porque não tomava banho, só que quando vai apontar causas que facilitaram a construção do mito, o mesmo escritor afirma que a questão de ser boa pinta e galã foi favorável a ascensão mitológica, não é contraditório? E outra coisa, Che não fracassou na profissão de medicina como a revista afirma, ele apenas optou por seguir a carreira militar, e não pode ser julgado fracassado como comandante militar, já que a vitória na revolução cubana representa um feito na historia e um triunfo socialista perante o mundo capitalista, a Veja não consegue entender como o rosto de Che foi parar no biquíni de Gisele bundchen, no braço de Maradona, na barrida de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas espalhados por todo o mundo, nem como sua foto clássica reproduzida em 1960 foi à fotografia mais reproduzida do século XX. Isso é simples, um mito ou ídolo não é construído por acaso, mas por condições a ações favoráveis.

Isso nos leva crer que Che é o mesmo Che, Guerrilheiro, médico, aventureiro, mito, herói... Sendo assim, quem mudou?Che ou a Veja?Que tipo de imprensa nos temos no Brasil? O que vemos caros companheiros, é uma campanha anti-esquerda, pois é notório o crescimento da esquerda em toda a América latina, isso amedronta e muito a elite que sempre esteve com o poder nas mãos, e a figura Che é um símbolo da esquerda política, vale notar também a forma como a foto que ilustra a capa da revista tem uma pequena diferença da tradicional, a estrela na boina, por exemplo, é muito diferente da que aparece nas fotos tradicionais, e é igualzinha a estrela símbolo do dos trabalhadores (PT), partido do presidente Lula,que por sinal é freqüentemente alvo da Veja, seria isso pura conhecidência? Ou seria mais uma que a veja tenta aprontar com o PT?Fica a seu critério a observação. Uma coisa nos sabemos, a função do jornalismo é informar a todos, mas informar o que? De que forma? Como?. “VEJA” QUE COISA, VEJA QUE MOLEQUICE.“

Os poderosos podem matar uma, duas ou até trez rosas, mas jamais deteram a primavera.”
(Ernesto Che Guevara de La Serna)


Fonte: BLOG CESAR DE TITICO - César Amorim
César.c.a@hotmail.com

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lula: O dono do Brasil. Parte 1

(FOTO: WILLIAM VOLCOV/BRAZIL PHOTO PRESS/AE) 
Por: Felipe Patury, Revista Época

"A aliança entre PT e PMDB na Presidência da República tem prazo de validade: 2018.

O prognóstico é do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em conversas com aliados, Lula previu que a presidente Dilma deverá concorrer à reeleição em 2014, mantendo um vice do PMDB.

Em 2018, o campo estará aberto para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que terá 53 anos e, segundo Lula, maturidade e experiência para disputar o Planalto."

Nota do Blog: Caros leitores, vejam bem. O trabalho do governador Eduardo Campos vêm sendo reconhecido por todo o Brasil. Ele aparece na lista dos melhores governadores da história do Pernambuco, ganhando assim, reconhecimento merecido pelos seus trabalhos. Até ai, ninguém discute. Mas, ao falar que "a vez dele é em 2018", o ex, ou melhor, o Eterno presidente Lula, dá a rasteira impressão de que sua "dinastia" já têm nome e rosto para continuar por muito mais tempo. O pseudo-socialista Eduardo Campos, é um dos políticos da "nova geração", têm um comportamento midiático, e como todo bom político, têm lá seus problemas. 

Mas, e aí, como agente fica nessa história? Então não vamos precisar mais votar para presidente pelos próximos, 4 ou 8 anos...??? Como diria nosso presidente Lula, " nunca dantes na..." 
Espere um pouco, espere... Lembrei de uma coisa, isso já não aconteceu? Lembro que num país não muito distante, chamado Brasil,  em um certo tempo atrás, uma tal de Ditadura Militar já tinha conferido esse direito aos seus cidadãos. 

Salve a pátria, Livre!

José Borges Neto

domingo, 29 de abril de 2012

Prefeito Edmilson Fernandes recebe medalha "Presidente Tancredo Neves"

Além de Júnior, Gildan Dantas e Chagas Cristovão, também estavam presentes na premiação.
O prefeito de Antônio Martins, Dr° Edmílson Fernandes (PMDB), foi até o Pernambuco receber a "Medalha Presidente Tancredo Neves", importante honraria dada aos gestores que "demonstram respeito e transparência com o dinheiro público e que possuem ilibada reputação ética-moral e significativos trabalhos prestados à comunidade."
Prefeito Edmílson, ao lado de Fábio Júnior Venceslau
O evento aconteceu durante os dias 27 e 28 de abril, na linda Cidade de Olinda/PE.

Nota do blog: O trabalho de Dr° Edmílson Fernandes foi reconhecido por um importante órgão de avaliação administrativa do país, isso mostra que, apesar do que seu adversário político anda falando, o gestor Antôniomartinense vêm trabalhando duro para manter a cidade nos trilhos. O trabalho de Dr° Edmílson é reconhecido em todo o país, e isso, os opositores não engolem fácil!

O Brasil não é nosso. É de Sarney e Mailson

São conhecidos os defeitos do atual senador Fernando Collor (PTB-AL), mas é preciso admitir que nenhum outro presidente, desde o restabelecimento das eleições presidenciais diretas, recebeu uma herança tão pesada quanto a que o seu antecessor, José Sarney, lhe legou, em março de 1989.

Juntos, Sarney e seu último ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, levaram o país ao fundo do fundo do poço. Inflação de mais de 72% ao mês. Dívida pública, desemprego e miséria em forte alta. Produtividade, esperança e autoestima totalmente em baixa.

Tão simpático quanto falante, Mailson era objeto de infinita condescendência por parte da imprensa, dos empresários e analistas financeiros. Funcionário de carreira do Banco do Brasil e com longa vivência na administração federal, Mailson era um bom burocrata, nada além disso. Jamais foi um grande conhecedor de economia, área em que se graduou num modesto curso noturno em Brasília. Nem tinha a credibilidade necessária – como faria Fernando Henrique em 1993, no governo Itamar Franco – para recrutar os melhores economistas nacionais em torno da missão, então considerada impossível, de vencer a inflação.

Embora fosse um homem com credenciais muito aquém das necessárias para lidar com o cenário de hiperinflação e baixo crescimento econômico então existente, a torcida em seu favor era próxima da unanimidade. Tratava-se, afinal, de minimizar os estragos do desastre a que se assistia ao vivo e a cores.

Àquela altura, Sarney, desgastado por denúncias de corrupção e sucessivas demonstrações de incompetência administrativa, não encontraria gente mais qualificada que topasse o funesto papel de coveiro, digo, ministro da economia brasileira. E assim Mailson administrava o que ele mesmo chamava de política “feijão com arroz”. O que significava mais ou menos o seguinte: conter a gastança pública na boca do caixa, administrando o Tesouro Nacional de maneira a adiar ou reduzir ao máximo as (poucas) despesas passíveis de corte ou retardamento; evitar os pacotaços e planos de impacto que nos anos precedentes (em especial, de 1985 a 1987) avacalharam com o setor produtivo sem cumprir o seu objetivo fundamental, que era controlar a inflação; e gastar saliva, tentando convencer a todos de que o gelo estava sendo enxugado da melhor maneira possível.

Hoje, os dois brilham. Sarney, como o todo-poderoso do Congresso. Mailson, como… não, não pode ser… guru econômico!


*Formado em Jornalismo, profissão que nunca exerceu, Bezerra é colaborador bissexto deste site e maluco assumido.

"Os 'sujos' julgando os 'maus' lavados."

Um quarto dos 32 parlamentares indicados para investigar o esquema de exploração do jogo ilegal comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, na CPI Mista que será instalada na última quarta-feira, tem problemas com a Justiça.

Oito senadores e deputados que integração a CPI respondem, no total, a oito inquéritos e cinco ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria originada de problemas ocorridos na função de cargos públicos que os parlamentares já exerceram. Seis desses oito congressistas pertencem à base aliada do governo. Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco no site do STF.

Os parlamentares enrolados com a Justiça são (em ordem alfabética):

- Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
- Delegado Protógenes (PCdoB-SP)
- Fernando Collor(PTB-AL- na foto)
- Jayme Campos (DEM-MT)
- Luiz Pitiman (PMDB-DF)
- Maurício Quintella Lessa (PR-AL)
- Silvio Costa (PTB-PE)
- Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Fonte: Blog do Robson Pires http://www.robsonpiresxerife.com/